"Seja bem vindo"

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

LIÇÕES DE VIDA



  Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar através dela. Da água que passava suas guelras extraíam o alimento que a seguir ia para o estômago. De repente, um peixe grande ali perto levantou uma nuvem de areia e lodo com um movimento do seu rabo. Areia?! Oh, como a ostra detestava areia. Era áspera e fazia sua vida muito desagradável e desconfortável, era um grande incômodo sempre que entrava na sua concha. Rapidamente a ostra se fechou, mas tarde demais. Um grãozinho duro e saibroso tinha entrado e se alojado no interior da ostra. Puxa, como aquele grãozinho de areia incomodava!

Mas quase que imediatamente as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior da sua concha começaram a produzir uma substância para cobrir o grão de areia irritante com uma linda camada macia e brilhante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho de areia, até que por fim havia produzido uma grande pérola reluzente e de grande valor. Às vezes, os problemas que temos se assemelham um pouco a esse grãozinho de areia. Eles nos incomodam e nos perguntamos por que será que temos que passar por esse incômodo e inconveniência. Mas se permitirmos, Deus, com a Sua graça, começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo precioso.

Aproximamos-nos mais do Senhor, oramos com maior fervor, ficamos mais humildes e submissos, mais sábios e mais capacitados para enfrentar os problemas. Como bênçãos disfarçadas, o Senhor logo pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e os transforma em pérolas preciosas de força e poder, e eles se transformam em esperança e inspiração para muitos. Deus nos faz mais fortes com cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele nos dá pequenas doses para não pegarmos a doença e para, de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Mas se você nunca for posto à prova, nunca tomar uma pequena dose, nunca conseguirá agüentar a dose grande. De uma certa forma, o Senhor faz isso conosco.

Ele nos põe à prova nos dando um pouco mais cada dia, para nos testar, para aumentar a nossa resistência e nos tornar mais fortes. Ele nos vacina cada dia com um pouco mais de soro de sacrifício, provações, problemas e luta.Ele procura deixar você mais forte a cada dia e fazer com que consiga dar um pouco mais, sacrificar um pouco mais, sofrer um pouco mais, lutar um pouco mais e crescer um pouco mais.

sábado, 28 de julho de 2012

SERMÃO PARA CERIMÔNIA DE CASAMENTO

O casamento no Senhor. 
Pregado pelo Pr Josias Moura na Igreja Betel

Gênesis 2:23: “E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.
1. Introdução

Em primeira Coríntios 7:39, o apostolo Paulo usa a expressão “casar-se no Senhor. De fato, o casamento só persevera e vale a pena se for no Senhor. Um cristão que não se casa no Senhor está correndo sérios riscos.

Não pense que comparecer a um templo evangélico e ter um pastor celebrando uma cerimônia perfaz um casamento no Senhor! Absolutamente, não. Pois vivemos em tempos, em que famílias experimentam a dolorosa experiência do divórcio, ou vivem em crises por falta da presença de Deus.

O único e mais eficiente meio para uma família vencer suas crises e angústias é manter-se fiel a Deus, deixando que ele Seja Senhor Absoluto das circunstâncias.
2. Há duas condições que possibilitam afirmar que um casamento foi constituído no Senhor:
2.1 Quando os cônjuges têm os corações inclinados a obedecer a Deus.

Divórcio, infelizmente, é algo cada vez mais comum na sociedade. Não faltam opiniões para explicar este fato.

Mas o que Jesus Cristo ensinou sobre a causa principal do divórcio? Basta lermos Mateus 19:8: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres…”. Observe: a falta de corações inclinados a obedecer a Deus resulta na falência dos relacionamentos conjugais!

Corações fechados para Deus impossibilitam Jesus de atuar no lar. O texto de Apocalipse 3:20 revela o apelo do Senhor em prol de que os crentes o recebam no íntimo de suas vidas.

Quando Deus está presente e atuando na vida de uma família cada pessoa está preocupada em executar seu papel de acordo com os princípios estabelecidos pelo Criador.

A obediência a Deus e a Sua Palavra é a chave do sucesso na vida familiar.
2.2 Quando os cônjuges fazem do casamento uma oportunidade de servir melhor

Um casamento cristão significa a união de forças, de zelo, de cuidados em prol de uma vida cristã mais refinada.

O texto de Eclesiastes 4:9 e 10 bem retrata os efeitos de um casamento ideal para um servo de Deus: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro: mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.

Num casamento no Senhor há cuidado espiritual mútuo, edificação, ministração, e o resultado é indubitável.”
3. E finalmente, quero falar acerca da existência de alguns componentes importantes para que um casamento venha a durar:
3.1 RESPEITO MÚTUO

Só há um principio de respeito na vida familiar quando, ambos cônjuges aceitam-se como são, entendendo que são diferentes, e essas diferenças precisam ser respeitadas.

Ilustração infantil. Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. E assim foi feito, incluíram tudo, mas… cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: “Voa,Coelho”. Ele saltou lá de cima e “pluft”… coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

MORAL. Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito. SAIBA RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO!

É bom lembrar o que ensina Efésios 5:33: “Portanto, cada um de vocês também ame a sua esposa como a si mesmo, e a esposa trate o marido com todo respeito.”
3.2 COMPROMISSO GENUÍNO

Implica em uma compreensão de que um vive para o outro. Isto implica em um amor sacrificial.

Jesus fala sobre este compromisso em Mateus 19:5: “Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”.

Ser “uma só carne” não significa abdicar da personalidade ou dos direitos pessoais, mas implica em haverá entre os dois um sentimento de cumplicidade, de consentimento mútuo, concordância e parceria.

Assim, o casamento é uma realização para os dois.
3.3 BOA COMUNICACAO

Para se comunicar é necessário ter um entendimento emocional, mental e físico das diferenças entre um homem e uma mulher. As mulheres, por exemplo, costumam se comunicar com mais riqueza de detalhes, os homens são mais objetivos. As mulheres são mais emocionais, os homens mais racionais.

Problemas e diferenças na convivência e comunicação são resolvidos através do perdão. Efésios 4:32: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”
4. Conclusão

Cliff Barrows ensina que existem algumas palavras que salvam um relacionamento: “Eu estava errado” – Isto se trata do perdão. “Desculpe – eu amo você” – Isto se refere a uma reafirmação do compromisso de amar.

O famoso pregador Billy Graham costumava dizer: “O perfeito casamento é a união de 3 pessoas – um homem, uma mulher e Deus. Isto é o que torna o casamento santo. Fé em Cristo é o mais importante de todos os princípios na construção de um lar feliz”.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O amor que devemos aprender, 1 Cor 13

Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."


No grego antigo, havia três palavras que significavam amor: "eros", "phileo" e "ágape". Eles usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.


A palavra "eros" se referia ao amor sexual e, como sabemos, deve existir dentro do casamento.


A 2a palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. Este tipo de amor, que se desenvolve com o tempo, também deve existir no casamento.


Por último, temos o amor "ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor sempre caracterizou Deus. Em João 3:16 a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um casamento fundamentado no AMOR ÁGAPE pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos nosso casamento no AMOR ÁGAPE, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um casamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor.


Em I Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas:


1. A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se tenho dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangada, nunca levanto a voz ou perco a calma.


2. Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se tenho esta tão preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo.


3. A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.


4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo ou marido se sinta inferior ou deixado de lado.


5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma.


6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia.


7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.


8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, nem fico facilmente amargurada. Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou super- sensível.


9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.


10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.


11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.


12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.


13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.


14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.


15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.


Finalmente, podemos dizer que o AMOR ÁGAPE é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O AMOR ÁGAPE também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.


Um excelente treinamento para o casamento: "Mostre amor pelas pessoas da sua família. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las.

A FELICIDADE



Felicidade é um estado de perfeita satisfação íntima; ventura; sorte; sucesso. A Bíblia dá-nos uma definição importante: BEM – AVENTURADO, que tem o sentido de Felicidade completa. Uma pessoa bem aventurada é uma pessoa feliz por completo.


 PONTO DE VISTA MUNDANO SOBRE FELICIDADE.
 O mundo tem um conceito materialista de felicidade. Ser feliz é ter muito dinheiro no bolso, casa própria, carro 0 Km, uma boa posição na sociedade ou na empresa que trabalha. Associa-se felicidade com as coisas que possuem. Existem cristãos assim também!

 Com essa visão materialista e carnal, as pessoas vivem apenas momentos de felicidade, momentos de euforia que logo se acaba, não dura o tempo todo. O que se compreende por alegria e felicidade, o Apostolo Paulo diz que é tristeza e miséria:

 “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.
 (I Corintios 15:19)

     A felicidade desse mundo é falsa e passageira. Muitos sofrem porque trocam a felicidade verdadeira que só Cristo pode dá por uma aventura louca e descartável. O pensador Ângelo Silésio disse: “Deus fez o coração do homem tão grande, que só Deus mesmo o pode preencher”.


 O PONTO DE VISTA DIVINO ACERCA DA FELICIDADE.
 Felicidade é algo de dentro para fora, não está ligada às coisas materiais e sim, às espirituais. Nós não somos felizes porque temos, mas, somos felizes pelo que somos. Somos filhos de Deus, novas criaturas em Cristo Jesus, perdoados e lavados pelo sangue de Jesus Cristo. Somos descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa. Somos o povo eleito de Deus, a nação santa, o sacerdócio real, o povo adquirido que foi tirado das trevas para habitar na luz. Quando Jesus enviou os setenta discípulos a pregar o evangelho, muitos se alegraram porque até os demônios os sujeitavam por causa do nome de Jesus. Porém, Jesus lhes disse que a causa da felicidade deles deveria ser outra: (Lucas 10:20) “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus”.

 A Bíblia diz em II Coríntios 4:18 que, nós não nos atentamos para as coisas que se vêem, mas, para as que não se vêem. As coisas que se vêem são temporais, passageiras e, as que não se vêem, são espirituais, são eternas.

 A nossa felicidade não deve acabar, mesmo em meio às adversidades da vida:

 Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece (Filipenses 4:11-13).

 O modo como Deus define felicidade, parece loucura para os que têm um coração carnal e mundano: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2:14). No sermão do monte, Jesus nos apresenta a definição divina de felicidade:

 (Mateus 5:3-11) - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

 Felizes são os humildes de espírito, ou seja, os dependentes de Deus. Jesus disse que seus discípulos são enviados como ovelhas em meio a lobos. Uma das principais características de uma ovelha é que, elas são dependentes do seu pastor. Jesus é o nosso bom pastor, o bom pastor que deu a vida por suas ovelhas. Para Deus, felizes são aqueles dependentes do poder de Deus, do perdão de Deus, da misericórdia de Deus, da proteção de Deus.

 Felizes são os que choram, pois, serão consolados. Choram por um pecado cometido, choram e se entristecem por ver o próximo que caiu no pecado. Não se alegram com a derrota de outrem. Nossa felicidade não pode ser aquela que nasce quando um companheiro de trabalho é demitido, mesmo sendo ele nosso inimigo. Há no meio evangélico uma idéia muito errada acerca da justiça de Deus e da vingança do homem.

Muitos que se dizem pastores, rastreiam a vida de suas ovelhas, simplesmente por sentirem prazer em excluir algum membro da congregação. Muitos que se dizem Cristãos, ficam felizes pela morte de uma pessoa que o atormentava ou atrapalhava sua vida. A Bíblia diz que, nem mesmo Deus se alegra com a morte do ímpio (Ezequiel 33:11). Quem chora com os que choram fará a vontade de Deus, quem chora aos pés do Senhor será consolado, quem sente no recôndito do coração a necessidade de perdão, encontra-lo-á.

 Feliz é o manso de coração. Para o mundo, o manso é uma pessoa perdedora, covarde e tímida. Para Deus, é herdeiro do céus.

 Feliz aquele que tem fome e sede de Justiça. Não é sede de vingança, mas de justiça. Sede de Deus, pois só Ele é justo em todas as suas obras. Portanto, não cabe ao homem julgar ninguém, deixemos isso para o Justo Juiz (Tiago 4:11).

 Felizes são os misericordiosos (Romanos 12:14-21). Para Deus, feliz é aquele que faz o bem ao seu próximo sem medir esforços. Feliz é aquele que perdoa a quem não merece perdão.

 Felizes são os limpos de coração. Aqueles que têm comunhão com Deus. Felizes são aqueles que entregaram suas vidas ao Senhor Jesus e o reconhecem como único e suficiente salvador. Felizes são aqueles que abriram a porta do coração para Cristo entrar e fazer morada (Apocalipse 3:20).

 Felizes são os pacificadores. Aqueles que levam paz e não guerras. São aqueles que fazem a diferença, são sal da terra e a luz do mundo. Levam tempero e brilho por onde quer que vão.

 Felizes os perseguidos por causa da justiça. Paulo disse que aqueles que querem seguir piamente a Cristo, padecerão perseguições. Isso é motivo de felicidade: ser perseguido por Amor a Cristo (II Coríntios 12:10).

 Felizes são aqueles injuriados, acusados injustamente por Amor do Nome de Jesus. Grande será a recompensa destes, Jesus promete o galardão nos céus.

 Cristo morreu numa cruz para dar-nos a alegria da salvação. Exultemos em nosso espírito por tamanho privilegio de sermos chamados de Bem-aventurados!

 Como obter esta felicidade completa? (Salmo 128:1-2; Salmo 119:1; Apocalipse 1:3).

domingo, 24 de junho de 2012

A Parábola do Filho Pródigo


Uma das histórias mais contadas e recontadas da bíblia, muito conhecida a Parábola do Filho Pródigo.

O texto do livro de Lucas 15:11-32, nos apresenta dois personagens com comportamentos distintos, porém ambos levam o homem à perdição:

O imoral, representado pelo filho pródigo e o Moralista religioso, aqui representado pelo irmão mais velho.



Família Patriarcal

Na cultura judaica da época de Jesus, a família era baseada no formato patriarcal. O pai possuía uma imagem muito forte na sociedade. O pai judeu era a figura do pai dono da fazenda, do pai patrão, aquele pai que é senhor da família, todas as decisões giravam em torno dele.

Nenhum dos filhos ousaria questionar sua autoridade, sob pena de ser deserdado, banido do seio familiar e de suas heranças. Além de ser mal visto por toda comunidade vizinha.

Jesus em seus ensinamentos, apresentava Deus como o pai celestial. Isso ia de encontro à imagem do pai "severo" da cultura judaica, pois Jesus tratava com amor todos pecadores.
"E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles." Lucas 15:1-2

Observando todo capítulo 15 de Lucas, vemos que em resposta a estas murmurações, O mestre começa a contar uma série de parábolas que descrevem o caráter do "pai celeste".

"E disse: Um certo homem tinha dois filhos; E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda."

"E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente." Lucas 15:11-13



A primeira característica, que o filho pródigo apresenta, é um rompante de autodeterminação. Agora ele quer ser o dono de sua vida, dono de seu destino.

Ele quer ter o poder de decidir o que fazer com sua vida, da forma que lhe agradar, da maneira que lhe convier. Quer decidir com quem sair, onde ir, a que horas voltar e se voltar pra casa. É o tipo "eu sou dono do meu nariz e faço o que quero com minha vida".

Muitas pessoas tem ainda esse tipo de rompante. Maridos e ou esposas que largam o casamento, e passam a viver sua "próprias vidas", recuperando o "tempo perdido". Literalmente "chutam o balde", partindo em busca de prazer.

A segunda característica desse filho pródigo é a tentativa de se afastar ao máximo, para um lugar onde os ecos da voz do pai não pudessem constranger o seu modo de viver dissoluto.

E assim o filho pródigo vai de prazer em prazer, de farra em farra, de prostituta a prostituta, de motel em motel, de bebedeira em bebedeira. Gastando e consumindo tudo o que tem, procurando mais prazer, no culto ao corpo, no culto de si mesmo.

Na procura de uma felicidade, uma satisfação de seus próprios instintos, cria quase que um buraco negro no peito, que segue devorando todos os seus recursos físicos e psicológicos. Uma tentativa desesperada de preencher esse vazio.

Porém há limites para o prazer humano. Há limites para o prazer carnal. Uma vida de culto ao corpo e ao prazer nunca poderá trazer a verdadeira felicidade.
O Irmão mais velho - O moralista religioso

Não podemos esquecer nesta história, do irmão mais velho. Este rapaz que a bíblia apresenta como o irmão certinho, bom moço. Faz tudo que o pai determina. Cumpre religiosamente todas as ordens do pai, mas se aborrece quando soube da volta do irmão amoral. Este personagem também representa um tipo distinto de pessoa.

Uma das características, que o "irmao mais velho" apresenta, é a falta de alegria na vida. Ele cumpria estritamente as ordens do pai. Sabia tudo sobre o trabalho na fazenda. Conhecia o nome de todos empregados. Contava todos os animais, só não conhecia o pai.

Tinha toda fazenda a sua disposição, mas não enxergava nenhuma possibilidade de festejar. Fazia tudo como que por obrigação! Estava "vivendo como um mendigo sentado em um pote de ouro". Era como que os mecanicistas religiosos, cheios de rituais vazios que não trazem uma gota de alegria.

Este não sabia se alegrar e entrou em crise ao ver a festa do pai para o irmão. Não conseguia ver a alegria do irmão como uma oportunidade de se incluir nela.
"E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.

Tem gente que não tem alegria na vida e entra em crise quando ve alguém que se alegra nas mais simples coisas.
E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar." Lucas 15:25-28

Outra fato é que o irmão mais velho não havia deixado o pai. Estava todo o tempo com o pai, porém não conhecia o pai como pai. Tinha pra si o pai, como um pai da cultura judaica, um pai patrão.
 A salvação do Filho Pródigo

A salvação do filho pródigo passa pelo entendimento do significado do mundo. Prazer após prazer, muitos amigos, festas e tudo mais. Porém quando tudo é consumido, quando todas as reservas materiais acabam, os amigos somem.

Acabou cuidando de porcos, desejando se alimentar da comida dos porcos, porém ninguém lhe dava nada! Assim é o mundo, não se enganem!

E a salvação do filho pródigo passa também pelo reconhecimento de sua condição.

Vejam que Jesus narra que este filho pródigo "cai em si". Isto é, ele pensa "o que eu estou fazendo aqui meu Deus?". Ele volta ao "eixo" da vida.

E este "cair em si" é algo que satanás tenta de todas as formas evitar que aconteça com o ser humano. Ele cega o entendimento dos homens para que eles continuem respondendo somente a instintos, emulações, vontades carnais e nunca reconheçam o seu estado pecaminoso.
"E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!" Lucas 15:17

Mais adiante, vemos pelo texto que todo o processo do perdão, começa no pai. O pai quando viu o filho ainda longe, correu ao encontro do filho e o beijou! Que coisa linda!
"E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou". Lucas 15:20

Assim, Jesus forma aqui a imagem da contra-cultura do pai oriental. Um pai misericordioso, um pai de amor. Um pai que oferece perdão sem pedir nada em troca. Veja que o filho pródigo tinha em mente uma confissão "dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti..."

Porém o pai interrompe o fluxo da confissão e o filho não consegue dizer a parte do "torna me como um dos teus jornaleiros".

Ou seja, o pai está dizendo, "deixa disso meu filho, tu és meu filho, eu sou o teu pai, tudo está perdoado"

Este pai que Jesus apresenta é um pai que vira a mesa por seu filho! Um pai que se move de íntima compaixão pelo seu filho perdido é a contra-cultura do pai que os fariseus pregavam.
A salvação do Irmão mais Velho

"Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado".

A salvação do irmão mais velho passa pelo reconhecimento do irmão amoral. Ou seja, Jesus quer mostrar para os fariseus a necessidade de que eles se arrependam também e vejam que aqueles pecadores são também filhos de Abraão.
"Disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;" Lucas 15:29

E a salvação do irmão mais velho passa, também, pelo conhecimento do pai, visto que esse irmão mais velho pensa que serve a um patrão, do qual ele se concebe como escravo.

O pai que o irmão mais velho conhece é um pai mesquinho e não tem capacidade de fazer um ato mínimo de generosidade. Um pai que faz questão das mínimas coisas.

O irmão amoral, o filho pródigo, ao menos se lembrava do pai como pai e acreditava na possibilidade da misericórdia do pai.

Filho, tu sempre estás comigo, tudo que é meu é teu"

Esta é a resposta do pai, ou seja, Jesus afirma que Deus é nosso pai. Não o pai que os fariseus acreditavam, mas sim um pai que diz:"Filho, tu sempre estás comigo, tudo que é meu é teu".

Talvez você conheça Deus como seu senhor. Talvez você conheça Deus como juiz, como fogo consumidor. Quem sabe você pensa em Deus como criador de tudo.

Gostaria de que você entendesse que Deus é isso tudo, porém antes de tudo isso, ele é seu pai!

Deus é seu pai! E Deus é um pai misericordioso! Deus é um pai de amor!

Ele é seu pai!

A Cura do Paralítico de Cafarnaum


Cafarnaum, vem do hebraico Kfar Nachum, ou seja, aldeia de Naum. Era uma aldeia de pescadores que está situada a noroeste das margens do Mar da Galiléia, um grande lago de aproximadamente 15km de comprimento por 13km de largura.

Era responsável por uma importante atividade comercial da época, a atividade pesqueira e servia como via marítima para transporte de mercadorias. Havia em Cafarnaum, também uma alfandega, local de recolhimento dos impostos.

Jesus morou dois anos de seu ministério nessa cidade. A Galiléia era uma província do reino de Israel (semelhante aos estados de um país nos dias de hoje). Cafarnaum era um povoado muito simples, em sua maioria de pescadores.

O mestre, demostrou muita humildade, pois sendo da linhagem do rei Davi, escolheu morar entre os simples, os mais humildes. Foi naquela cidade, ainda que vários de seus discípulos moravam (Pedro, Tiago, André e João).
 As Pessoas que Buscavam a Jesus

Neste texto que narra a cura do paralítico de cafarnaum (Marcos 2:1-12), Jesus lida com vários grupos, presentes em qualquer reunião em torno do mestre. As pessoas nesta reunião tinham, em seus corações, intenções diferentes.

Naquele dia havia muitos que foram para ouvir a palavra de Deus. Queriam ouvir de bom grado, algo novo da parte de Deus. Tinham sede e fome da palavra e a guardavam em seus corações.

Havia os convidados por amigos, parentes e familiares. Eram incentivados a ouvir a palavra de Deus. Acontece nos dias de hoje ainda. Quantas pessoas só vão à uma reunião por muito esforço daqueles que os convidam.
E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra. Marcos 2:2.

Outro grupo, era daqueles que traziam pessoas. Vede os quatro homens que trouxeram aquele paralítico. Há muitos que fazem isso. Gente que trabalha na obra. Oram constantemente para que Deus salve e ou transforme um familiar, um amigo. Esse pessoal é perseverante e injeta ânimo nas pessoas!

Havia aqueles que estavam ali por suas "próprias pernas". Não precisou de ninguém convidar. Mas estavam ali somente para ver se Jesus cometeria algum erro. Estavam ali só pra ver se ele falaria alguma blasfêmia, para que o acusassem depois. Ouviam tudo de mau coração. Não retiam nada do que era ensinado. Assim agiam os escribas e fariseus.

Jesus com sua imensa sabedoria, discernia tudo e a todos. Cada grupo e cada pessoa era tratada de uma forma completa e individual. Para cada necessidade havia uma resposta certa do nosso senhor.
 Jesus Trata a Causa do Problema

Muitas vezes Jesus havia realizado curas e milagres diretamente, entretanto neste caso, ele faz uma declaração de perdão primeiro.

E esta declaração causa um alvoroço entre os presentes. Muitos não puderam entender a que Jesus se referia. Porque não simplesmente declarar a cura? Qual a real necessidade de primeiro perdoar pecados?
"E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados" - Marcos 2:5

Alguns escribas tomaram aquela declaração como provocação à sua religiosidade. "E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" Marcos 2:6-7

Porém essa nunca foi a intenção de Jesus. Na verdade o mestre conhecia a vida daquele homem paralítico de uma forma muito mais ampla do que eles imaginavam. Jesus estava a tratar dos sentimentos profundos da alma.

A sociedade judáica da época era muito preconceituosa. Fardos difíceis de levar, pesados demais eram impostos pela religiosidade dos escribas e fariseus. Não conseguir seguir e cumprir todos aqueles "mandamentos" que lhes eram imputados, significava uma vida de desonra.

E quem sabia da culpa que aquele homem paralítico carregava consigo mesmo? Uma vida de culpa. Não conseguiu ser um "bom judeu", um bom marido, um bom pai, um bom filho. Quem sabia da tristeza e a vergonha ou a mágoa que levou aquele homem a ficar preso a um leito de dor?

Quantas pessoas que por causa de uma mágoa, escondida lá nos recantos mais ocultos do coração, acabaram acometidos de emoções e ressentimentos que levaram até mesmo ao derrame cerebral. Por final tornaram-se paralíticos também.

O grande mestre sabia de tudo isso. Jesus com seu olhar de misericórdia, vê aquele homem, paralítico, com o coração cheio de culpas, quanto sofrimento guardado! "Filho, perdoados estão os seus pecados". Ali o mestre estava tratando da causa da enfermidade. Certamente seu coração encheu-se de esperança e pôde novamente se sentir como um filho de Abraão também.
O perdão dos Pecados traz a Cura

Muitas pessoas buscam algo da parte de Deus. A cura de uma enfermidade, ainda que benéfica e esperada, é algo passageiro.Todos um dia adoecerão e morrerão. Porém o perdão constrói uma ponte para a salvação, um dom eterno.
"Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa" - Marcos 2:10-11

Desta forma, o filho do homem mostra que seja qual for o seu pecado, seja qual for a sua culpa, não permita que isso cresça e domine a sua vida. Aproxime-se de Deus. Confesse à ele os teus pecados e você ouvirá a voz misericordiosa de perdão.

Quanto aos que trazem pessoas à cristo. Você que tem orado, pedido a Deus pelo seu filho, por seu marido, por sua esposa ou quem sabe alguem que você conheça. Você que pede a Deus pela salvação ou libertação de uma pessoa.

Mesmo que isso pareça depender de um milagre. Lembre-se de que Jesus curou aquele homem, vendo a fé daqueles que baixaram o paralítico de Cafarnaum pelo telhado.

Portanto não desista! Continue firme em sua fé, pois todo esforço será recompensado!
Derrubando as Muralhas de Jericó


Uma das histórias mais bonitas da blíblia, esta que nos fala sobre o cego de Jericó. Certamente Bartimeu soube também como "derrubar as muralhas" que cercavam sua vida.

Bartimeu, cego de nascença, não possuía nome próprio. Bartimeu é uma designação hebraica para o termo "filho de Timeu". Vivia em uma sociedade dominada pela crença no conceito da "causa e efeito".

Os judeus acreditavam em padecimento por enfermidade de nascença diretamente ligada a seus próprios pecados ou pelos pecados de seus pais.
O Cego Bartimeu

Muito preconceito e discriminação Bartimeu sofria. Sempre lembrado por sua condição de cego, da acusação de ser um pecador. Era a vergonha de seus pais e desgraça da família. Segundo o que acreditavam os judeus, um sinal da visitação de Deus à maldade humana, uma espécie de maldição hereditária.

Deixado por seus pais, à beira do caminho mendigava. Não possuia casa, nunca saberia o que é ter um lar com esposa, filhos, netos. Imagino seus complexos, seus questionamentos. Vivendo na solidão das trevas, isolado dos homens por preconceitos que se assemelhavam às muralhas que séculos atrás circundadaram aquela cidade.


Difícil entender esta postura judaica da época, pois muitas vezes Deus havia falado por meio da lei e dos profetas, sobre o cuidado especial e o amor que os Israelitas deveriam dispensar aos portadores de necessidades especiais. Há tambem mandamentos recomendando a divisão e a distribuiçao de alimentos e mantimentos para os necessitados.
"Aquele que tiver duas túnicas reparta com aquele que não tem e quem tiver alimentos, faça de igual forma." - Lucas 3:11

Ignorando os mandamentos divinos, os judeus como que erguiam barreiras sociais entre si que se chegavam à muralhas psicológicas intransponíveis.
As Muralhas de Jericó

Jericó está situada cerca de 27km de Jerusalém, ao lado ocidental do rio Jordão, próximo a uma região montanhosa que conduz à serra de Judá. Também conhecida como cidade das palmeiras, é uma região de solo fértil, propício à agricultura e as aguas do rio Jordão atraíam animais, que o fazíam como bebedouro. Um ótimo local para fixar habitação, o que fez com que seus primeiros habitantes buscassem proteção contra invasão de outros povos. Uma das soluções aplicadas foi a construção das antigas muralhas de Jericó.

As muralhas de Jericó mediam cerca de 10m de altura e tinham cerca de 4m de largura. Eram dois grandes muros com um espaçamento de cerca de 3m entre ambos. Eram tão grandes e imponentes que sustentavam casas transversas entre os dois muros, como a da prostituta Raabe.

Josué derruba as Muralhas



A Queda das Muralhas

A história da queda das muralhas de Jericó nos ensina um meio poderoso para vencer dificuldades e problemas tidos como insolúveis. Certamente o cego Bartimeu conhecia esta história e aplicou este ensinamento para mudar o curso de sua vida.

A bíblia nos informa que no passado, após terem circundado as muralhas por sete dias, ao sétimo dia, Josué e o povo circundaram a cidade sete vezes. Ao término da sétima volta, após o toque das trombetas, houve um grande brado de todo o povo de Israel. Este brado, ou seja, as suas vozes reverberaram para derrubar as muralhas de Jericó.

Jesus quando de sua aproximação de Jericó, sabia que encontraria muralhas ainda maiores que aquelas vencidas por Josué. As de Josué ao menos eram tangíveis, feitas de pedras, tijolos e etc. As que Jesus estava por enfrentar não podiam ser palpadas, não podiam ser vistas, mas estavam bem ali no coração do homem, encarcerando vidas. Muralhas do preconceito e discriminação, fazendo acepção e separação das pessoas.

Contra estas muralhas não se podia usar armas físicas. Não era possível utilizar máquinas ou explosivos. Ao tempo que estas barreiras estão alicerçadas no coração humano, somente fé e clamor são eficazes.
A Cura do Cego de Jericó

Assim como o povo de Deus no passado, houvera usado suas vozes, clamando com grande brado para que se derrubasse as antigas muralhas, assim da mesma forma Bartimeu clamando em alta voz, não se importou com aqueles que mandaram que se calasse. Antes continuou clamando. Sabia ele que esta é a chave da vitória.

Naquele momento, o brado de Bartimeu, ou seja o seu clamor, reverberou contra as muralhas do preconceito e discriminação.
"A um coração quebrantado e contrito tu não resistirás, ó Deus" - SL51:17

A oração e o clamor de um justo "pode muito em seus efeitos". Diz a bíblia que o clamor de Bartimeu chegou ao mestre dizendo "filho de Davi, tenha misericórdia de mim".

Por causa do clamor de Bartimeu, Jesus não pôde resistir, utiliza de seu grande poder e restaura a visão e a dignidade daquele homem. O nosso Mestre derruba agora as muralhas do preconceito e insere Bartimeu na sociedade Israelita.

Acabou aquela vida miserável. Acabou aquele sentimento de culpa, de maldição hereditária, carregada com tanto peso. Agora o somente o jugo suave e o fardo leve. Jesus dá uma lição que aquela sociedade e os seus discípulos jamais esqueceriam, não podemos nos isolar em conceitos e preconceitos e deixar de enxergar que o amor, a misericórdia e o perdão devem estar em primeiro lugar em nossos corações.
Zaqueu o Publicano


A história da conversão de Zaqueu se passa em Jericó, uma cidade que ficava na província da Judéia, no vale do rio Jordão. Jericó possuía uma vasta área verde com plantações de cereais. Havia ainda muitas videiras, figueiras, tamareiras e palmeiras.

Uma cidade onde várias muralhas foram derrubadas. Podemos aprender lições muito valiosas se nos atentarmos aos fatos descritos no texto do livro de Lucas 19:1-10.
Os Publicanos

Durante a dominação de Roma sobre a Judéia, a sociedade era dividida em várias classes, dentre estas, os publicanos eram, de uma forma geral, os responsáveis pela cobrança e arrecadação de taxas, tributos e impostos.
"E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico." Lucas 19:1-2

Os publicanos sofriam um repúdio muito forte dos fariseus. Muitos publicanos cobravam mais impostos do que deveriam, praticando extorsão. Enriqueciam ilicitamente. Eram considerados traidores, gatunos e ladrões. Este ódio se estendia a suas famílias também.

                                                             Zaqueu sobe para ver Jesus



Os publicanos eram impedidos de participar do templo e expulsos das sinagogas. Apontados por onde passavam, isolados dos seus compatriotas, eram contados como vis pecadores.
A Vida de Zaqueu

Zaqueu como todo bom judeu, foi ensinado no caminho da lei de Moisés e dos profetas. Zaqueu foi apresentado no templo, foi circuncidado e participou das festas e ordenanças que o judaísmo previa.

A verdadeira religião era o maior preceito na vida de um judeu. Muitos profetas no passado, expressaram o júbilo e a alegria de servir a Deus corretamente.

Porém Zaqueu começou a notar que o judaísmo já não era o mesmo. Estava corrompido. O templo estava cheio de comerciantes salteadores. Os fariseus andavam muito bem trajados, porém com o coração cheio de rapina e perversidade. Jesus mesmo, já os havia chamado de sepulcros caiados.

Os ensinamentos de Moisés e dos profetas eram profanados. Os principais sacerdotes eram corruptos homicidas. Os cegos e coxos eram jogados a própria sorte. O cuidado da viúva e do órfão era negligenciado. O povo era manipulado pelo sinédrio. A hipocrisia tomava conta da nação.

Assim Zaqueu também se corrompia, pensou na riqueza e no luxo. Aliou-se a Roma tornando-se um publicano.
O Pai Busca os Verdadeiros Adoradores

Entretanto, Zaqueu conhecia a palavra de Deus. No íntimo do seu coração, ele sentia a falta da comunhão perfeita e agradável com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E ele demostra isso quando procura ver quem era Jesus.
"E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali." Lucas 19:3-4
"E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa" Lucas 19:3-5


Quando o ser humano toma a atitude mínima de ver quem é Deus, verdadeiramente em seu coração, é o próprio homem quem acaba por ser encontrado.

Zaqueu para ver Jesus, teve que superar obstáculos de cunho pessoal, "era de pequena estatura" e obstáculos de cunho circunstancial, a multidão.

Veja que Zaqueu utiliza de estratégias para se por à frente da multidão. Ele calcula por onde Jesus passaria. Para superar a multidão, ele "corre", ou seja, ele emprega suas energias. Isso nos ensina que por vezes, para superarmos dificuldades, é necessário empreender um certo esforço.

Outro fato que vale destacar é que Zaqueu sobe em um sicômoro, um tipo de figueira brava. A figueira brava era uma árvore que dava um fruto de qualidade inferior, mas que por fim, acabou servindo para que ele pudesse encontrar com Jesus.

Isso também nos mostra que as coisas que muitas vezes parecem sem muito valor, podem ser usadas por Deus, para nos projetar a situações de vitórias. Deus utiliza das pequenas coisas para confundir as grandes. Deus usa os fracos para confundir os fortes.

Apesar da mumuração dos fariseus, Jesus mais uma vez estende a sua mão de amor e misericórdia e opera, um dos maiores milagres, de seu ministério. Claro, não houve cura nesse dia, mas houve algo maior que a cura física. A cura física é temporária, enquanto que a cura espiritual, isto é, a salvação do homem é eterna, para todo o sempre!
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Lucas 19:10
A Conversão de Zaqueu

Outra característica que a conversão de Zaqueu ensina, é que quando há arrependimento de pecados, há também mudança de atitude.

Quando uma pessoa verdadeiramente se arrepende, esta busca mudar e transformar a sua vida. Mesmo com tantas riquezas, prazeres carnais à disposição, o luxo e nada disso pôde preencher o vazio que havia no coração de Zaqueu.

Quando recebeu o dom da Salvação, com seu coração cheio de alegria, ele mudou o seu ser.
"E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." Lucas 19:8-9
A devolução de quatro vezes o valor defraudado, está em conformidade com a lei que previa esta restituição.
"Se alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas." Êxodo 22:1

Aqueles que reconhecem a Jesus, como senhor e salvador, são transformados em seu caráter. Tornam-se em "ex-alguma coisa". Mesmo que não se tenha praticado algum pecado tido como "grave", se alguém abre o coração pra Cristo, então este alguém tem que ser um "ex-alguma coisa".

Pode ser um "ex-angustiado". Pode ser um "ex-mau marido". Ou um "ex- mau filho". Pode ser também um "ex-mau pai", quem sabe pode ser uma infinidade de situações.

Temos todos a oportunidade e o convite de Jesus para melhorar a nossa conduta moral na família, no trabalho, na escola, na igreja e em qualquer ambiente social que estivermos.

Fica a lição final, da necessidade de reflexão e arrependimento diário em nossas vidas.